A vacina da gripe ensina o seu sistema imunitário a reconhecer o vírus influenza antes de ele aparecer. As usadas em Portugal são feitas com vírus inativado, ou seja, vírus morto, ou apenas com fragmentos da sua superfície: não têm vírus vivo, e por isso não podem provocar gripe.
A composição muda todos os anos, porque o vírus também muda, e a proteção vai diminuindo ao longo dos meses. Por isso a vacina é anual: a do ano passado não serve este ano, mesmo dentro da validade.
Vale a pena saber o que ela promete. Não garante que nunca vai apanhar gripe, e a eficácia varia conforme as estirpes que acabam por circular. O que reduz de forma consistente é o risco de doença grave, de pneumonia e de internamento; quem se vacina e adoece na mesma costuma ter um quadro mais ligeiro.
Em Portugal, a vacina é gratuita para quem corre maior risco de fazer uma gripe grave: pessoas com 60 anos ou mais, grávidas, profissionais de saúde , cuidadores, e pessoas com doença crónica.
Nestas últimas, a lógica é sempre a mesma, a gripe agrava a doença já existente. Quem tem diabetes pode descompensar a doença, quem tem doenças respiratórias vê a sua capacidade respiratória ainda mais limitada e i mesmo se aplica às outras doenças nomeadamente cardíaca, renal, a hepática e a imunossupressão.
Em Portugal, a campanha de vacinação sazonal de outono-inverno contra a gripe e a COVID-19 arranca a 30 de setembro de 2026, e o ideal é vacinar-se cedo, antes de o vírus circular com intensidade. Se chegou a dezembro sem o ter feito, vacine-se na mesma: vale a pena enquanto houver casos de gripe e o vírus estiver a circular.
Fora dos grupos de risco pode vacinar-se, basta solicitar receita da vacina ao seu médico e comprá-lo na farmácia. pagando a vacina. E nunca ter tido gripe não é imunidade, é sorte.
O mais frequente é local: dor no braço da picada, por vezes com vermelhidão ou um ligeiro inchaço. Começa poucas horas depois e passa em um a dois dias. Se puder, dê a vacina no braço não dominante.
Algumas pessoas sentem, nas primeiras 24 a 48 horas, cansaço, dores musculares, dor de cabeça ou febre baixa. Passa sozinho, e paracetamol e repouso chegam. Não é gripe, é sinal de que o sistema imunitário está a trabalhar; e não sentir nada também não quer dizer que a vacina não resultou.
É daqui que nasce a frase que se ouve em quase todas as consultas, "apanhei gripe por causa da vacina": ou foram estes sintomas de um ou dois dias, ou foi outro vírus apanhado nas duas semanas que o corpo demora a ficar protegido.
As reações alérgicas graves são raras e dão sinal nos primeiros minutos. É por isso que se pede que aguarde cerca de 15 minutos no local.
Uma constipação ligeira, sem febre e sem o deixar prostrado, não é motivo para adiar nada. O que justifica esperar alguns dias é uma doença aguda com febre acima de 38 ºC, não porque a vacina se torne perigosa, mas para não confundir os sintomas da infeção com os dela. Um antibiótico a decorrer também não impede a vacinação.
Contraindicações verdadeiras há poucas, e a principal é ter tido uma reação alérgica grave a uma dose anterior. Quanto ao ovo, o entendimento mudou: a quantidade de proteína é mínima e a alergia conhecida deixou de ser impedimento. Se toma anticoagulante, avise quem o vacina.
Dificuldade em respirar, inchaço da face ou da garganta e tonturas intensas logo a seguir à vacina pedem ida imediata ao hospital. Já uma dúvida sobre a sua medicação ou sobre a altura certa resolve-se com calma numa consulta. Pode falar com um médico DoutorGO hoje, sem sair de casa.
A gripe começa de repente, com febre alta, dores no corpo e um cansaço que tira as forças para tarefas simples; a constipação instala-se devagar, com nariz entupido e pouca ou nenhuma febre. A febre costuma ceder ao fim de três a cinco dias, e a tosse e o cansaço são os últimos a ir embora, às vezes ao longo de duas semanas.
Em casa, o essencial é repouso e hidratação. Para a febre e as dores, paracetamol ou ibuprofeno, nas doses indicadas. Antibióticos não tratam a gripe, que é causada por um vírus, e só fazem sentido se aparecer uma infeção bacteriana por cima. Os antivirais específicos, úteis sobretudo em grávidas e em pessoas com doença crónica, só resultam se começarem nas primeiras 48 horas.
Volte a falar com um médico se surgir falta de ar, dor no peito, confusão, ou se a febre voltar a subir depois de já ter cedido.
Confirme se tem direito à vacina gratuita. Os critérios são revistos a cada época: confirme na campanha em curso, no centro de saúde ou na farmácia.
Marque sem deixar arrastar. São poucos minutos, e o corpo demora cerca de duas semanas a ficar protegido.
Guarde o braço menos usado e evite um dia extenuante a seguir. Se sentir dor local ou moleza, é uma reação esperada.
Esclareça as dúvidas antes, se está grávida, tem doença crónica ou faz medicação imunossupressora. São as situações em que a vacina costuma ser mais importante e em que as pessoas mais hesitam.
Agende uma consulta com um médico DoutorGO em minutos, sem esperas, sem deslocações.
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